segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Doce Desejo

Nunca fora um aprisionado a doces, felizmente o meu metabolismo nunca se ressentiu. No entanto, como qualquer ser humano dominado pelo seu apetite e gula, fui provando mas para matar o prazer que enchia os olhos a qualquer individuo. Há quem coma deveras muitos, por conseguinte há o inverso, mas quem come demasiado está sempre sujeito a que um dia, tanta gula resulte em algo menos saudável. Impera, como tudo na vida, um sentido mediano para que, de certo modo, uma pessoa não se deixe abater por tentações... Mas a tentação é a soberana barreira quebrada pelos vícios humanos. Voltando aos doces, que dor, que dor ver um que clama por uma dentada, aquela dentada divina que nos levariam aos céus...Mas Porque não? Porque não ceder ao gosto, à sensação de um "pastel de nata" estaladiço com um creme formoso, delicado que só de o ver já se torna delicioso.... Eu cedo, cedo e entrego-me com o meu olhar ao seu doce sabor... e que sabor só de imaginar... que paladar celestial, sagrado que nos rejuvenesce o espírito que atenua e reconforta a alma.. Esqueço por segundos aquilo tudo que me rodeia, entrego-me e apenas me entrego porque eu quero... sim, eu quero sentir como ninguém... porque eu amo sentir o sentimento que é a perdição dos mortais. Envolvo-me de tal forma que todos os outros bolos deixam de ter sentido, porque aquele é o meu doce, que eu devoro, que eu quero, que eu desejo... No entanto, as aparências iludem e aquele doce que parecia o mais belo o mais agradável de todos acaba por se tornar uma decepção.. ARGGH!!... Já não consigo comer mais... não consigo! Não quero mais corroer o sangue que me envenena o coração!!... O açúcar que me torna diabético perante ti, que me trais com essa tua postura harmoniosa que me encanta e enfeitiça. Mas encontrarei a cura, a cura que me lave a alma impura do teu condimento que me prendeu a ti, minha doce epifania.

Makenshi.

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