quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Dia acinzentado, coberto de nuvens que choram de dor: dor por tudo, tudo o que elas vêem e nada podem fazer!
Elas, as nuvens, teem que todos os dias deparar-se com a mediocridade deste mundo canibal.. Bem "Mediocridade" é um tema complicado, ou talvez não: mediocricidade entende-se, não se entende, no entanto, que quem ame nele mergulhe!
Não entendo, tão doce que sois, aparentemente ingénua.. o teu olhar mata, o teu perfume está entranhado em mim.. e a dor que me corroí, por ti provocada, vai  desvanecer.. não serei prisioneiro amargurado dum começo ou de momentos entusiasmantes.. Serei eu, eu sozinho, sem um pedaço de ti.. ou se esse pedaço existir será apenas rancor ou odeio.. sei-lá!
Pobres nuvens.. que estão aprisionadas à hipocrisia medíocre de tudo o que as rodeia e vão estar; Para todo o sempre...

                                                                                              HEINZ

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Divagar em perguntas

Está na altura de tomar uma decisão. Correcta ou errada. A dor que precorre o meu corpo é insana, demente , quase que extravagante... um tamanho que não se ignora. Tenho que tomar um decisão.. escrevo, não sei se faz sentido..  O que elas querem? Nós damos.. obviamente nós (Homens) como sexo fraco (sim, porque é um facto que é o Homem que tem maior necessidade sexual e companheirismo), ofercemos tudo aquilo que elas querem.. Um dia, (quando acordamos para a vida) realizamos, ao olhar para "ela",  que somos "cabrões"... mas porquê? Ora, está certo, que elas nos tornaram assim.
A nossa sociedade, incrivelmente doente e afectada pela pressão sabe-se lá de quem, definiu que somos monogamos... hmm? Rídiculo, tanto o Homem como a Mulher teem necessidades extra-conjugais, estar a retrair esse sentimento é pessimo para a relação.. então, mas se não retrairmos esse sentimento vamos estar a trair o nosso parceiro? Exacto.. conluíndo, o ser-humano é um animal fugaz de alma densa e carente, por isso , para quê UMA relação? Siga a poligamia... o que ainda é um tabu, por isso existem os "cabrões" e  as "hoes". Como disse somos um ser fugaz, porque não aproveitar esta vida cheia de espinhos e mágoa, e embeleza-la com umas quecas?

O animal em que a sociedade nos moldou é ridiculamente risível ... tenho dito.








                                                                                                       HEINZ

domingo, 5 de dezembro de 2010

um olhar diferente

palavras moribundas que de nada serviram antes da sua morte. ver nascer mais um dia sem sol no meio do cinzento absurdo das ruas. discriminado sem escrúpulos pelos amores e as paixões, antigas e não, que nunca foge.. afinal era mais um puto. não quero fazer juízos de valor mas alguém é o culpado pelo desenvolvimento precoce da falta de moral, e desgosto na vida. o platonismo afinal não existe e não deixo de pensar que talvez nem mesmo o amor seja, de facto, algo presente; umas nuances que se fazem sentir... acho que paixões são camas melhores ou piores e corpos são mais ou menos álcool, os jogos existem para serem jogados e não me venham com merdas, já não há virgens. então não preciso que ninguém me de cortes porque provavelmente não tinham hipótese e os boatos de quem não teve o seu pedaço pouco ou nada me afectam. não tanto como a quem os diz, pelo menos. e acho que não há problema em ser um cabrão, se ser assim me trouxer o que eu quero, que é cona. não dessa forma desesperada que as vossas mentes habituadas a merda imaginam quando ouvem, lêem ou dizem "cona", não. porcos, e víboras, quero cona para comer e deitar fora, espezinhar os namorados e beber copos com os irmãos, criar intrigas entre amigas de longa data e destabilizar a saúde mental dos vossos pais. bacas do caralho 


shau-san!

sábado, 6 de novembro de 2010

divagar sobre nao saber sentir, num dia mau

triste por achar que desta vez ja nao ache que valha a pena.ja nao es tao interessante e o teu sorriso nao me diz nada. nao me prendes à cama, alias sinto.me escorraçado e nao me parece que o teu bom dia seja mais do que cortez. o teu corpo perfeito nao passa hoje de uma bola de carne, deformada pelo tempo e o calor, e nao dizes nada que se aproveite. nem eu! e o pior é isso, continuo a gostar de um inicio ultrapassado mas nao posso viver num espectro de uma historia que afinal nao tem um final feliz. a minha proposta seria que nao tivesse um final mas o seu termo data do primeiro dia em que te vi e iludi as sensaçoes na misera esperança de te conhecer. o plano era entender que nao prestas, e saiu ao contrario. agora sei que nao prestas mas a tua canalha fez.me perder o meu tempo. e hoje, sinto.me mal, gozado e traido, esquecido até.. e quando levanto a cara por achar que valeu a pena deparo.me com o corpo cansado apenas de mim e nao entendo porque. mas entendo a dependencia monetaria e um plano que data do seu termo e cabisbaixo de novo. o que irrita mais em ti é ja nao teres significado e continuares comigo. porque outras insignificantes me diziam muito mais do que tu possas imaginar. oh, doce prisao de outrora, que agora, mais que nunca, me tens

shau-san!

domingo, 24 de outubro de 2010

Severa

Severa, como ousas este tormento?
Leda seja a noite neste triste momento.
Acolhe este silêncio... Ab aeterno...
O sufoco do meu lamento, o meu inferno!


Makenshi.

wz c/ lm

".. i fall a sleep and once again our love is real.. why couldn't i find a way to say, tu eres el amor de mi vida. si solo te pudiera encontrar, con todo el coraçon de mi vida, tu eres mi amor de verdad.." wz, sad sad reality, si solo la pudiera encontrar, doce, tao doce, tao ela. tao doente e tao falso amor, "..se o nosso amor é um combate" lm


shau-san!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Minha querida Vénus

Querida Vénus, que malfeitora me sais com teus encantos tais, que deixas os homens de rastos. Como ousas deixar assim um sentimento tão obscuro e insano que atravessa os corações dos mortais e mundanos e que atrai os mais fracos e puritanos... Devias ter vergonha, minha deusa, em usar a tua beleza tão bela e ofuscante, tão doce e elegante que envergonha a natureza. Qualquer homem se entregaria, rasgava a carne e mataria para te ter nos braços, minha Vénus! Sinto a tentação ao teu perfume doce almiscarado que me atrai e aumenta a pressão do meu coração acelerado. Resisto com bravura de um guerreiro que luta com a sua espada, com valentia, coragem nos campos de batalha mantendo a alma imaculada e rezando que o destino lhe valha.
Doce e frio metal que atravessou o coração, fico gélido sem reacção sentindo apenas o desacelerar do ritmo do coração.... caio inerte no chão derrotado, olhando em redor o sangue derramado... Melíflua Vénus, que foste fazer... enfeitiças os mais fortes a teu belo prazer!! Odeio-te porque te amo, és irresistível, sedutora e se nem os deuses superam os teus encantos, que direi eu, humano.

Makenshi.

enfim só(s)

quero um cigarro. mais um pouco desse vício dilacerante que sentencia o meu deleite. mais um gole desse teu álcool forte, tão forte, que queima as minhas entranhas negras, moribundas, dissimuladas pela falta de arrependimento que a dor constante e o remorso não afectam, apesar de  tão patentes. mais um pouco desse alívio que só o vício me confere. um tentar desesperado de acalmar esta dor, sei lá que dor, que me corrói e me corrompe. visto um casaco e saio gelado, sôfrego da ressaca que não controlo, quase sem forças.. até te sentir, sem vontade de resistir, mas.. resistindo de uma só vez no asfalto. ouço as sirenes, sinto uma nuance de boa vontade de quem apenas cumpre o seu dever. mas dá-me forças, de alguma maneira... as sensações já eram e limito.me a um sussurro nauseabundo a condizer com o aroma que é, de facto, o sintoma de mim, "quero viver..". acordo ligado, anestesiado.  levanto-me ainda tombolo, sem um objectivo realmente maior que o de voltar a cair, mas não antes de encontrar o meu repouso escuro de quem te perdeu outra vez, meu vício, minha dor, minha calma.. meu amor 

shau-san!

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Doce Desejo

Nunca fora um aprisionado a doces, felizmente o meu metabolismo nunca se ressentiu. No entanto, como qualquer ser humano dominado pelo seu apetite e gula, fui provando mas para matar o prazer que enchia os olhos a qualquer individuo. Há quem coma deveras muitos, por conseguinte há o inverso, mas quem come demasiado está sempre sujeito a que um dia, tanta gula resulte em algo menos saudável. Impera, como tudo na vida, um sentido mediano para que, de certo modo, uma pessoa não se deixe abater por tentações... Mas a tentação é a soberana barreira quebrada pelos vícios humanos. Voltando aos doces, que dor, que dor ver um que clama por uma dentada, aquela dentada divina que nos levariam aos céus...Mas Porque não? Porque não ceder ao gosto, à sensação de um "pastel de nata" estaladiço com um creme formoso, delicado que só de o ver já se torna delicioso.... Eu cedo, cedo e entrego-me com o meu olhar ao seu doce sabor... e que sabor só de imaginar... que paladar celestial, sagrado que nos rejuvenesce o espírito que atenua e reconforta a alma.. Esqueço por segundos aquilo tudo que me rodeia, entrego-me e apenas me entrego porque eu quero... sim, eu quero sentir como ninguém... porque eu amo sentir o sentimento que é a perdição dos mortais. Envolvo-me de tal forma que todos os outros bolos deixam de ter sentido, porque aquele é o meu doce, que eu devoro, que eu quero, que eu desejo... No entanto, as aparências iludem e aquele doce que parecia o mais belo o mais agradável de todos acaba por se tornar uma decepção.. ARGGH!!... Já não consigo comer mais... não consigo! Não quero mais corroer o sangue que me envenena o coração!!... O açúcar que me torna diabético perante ti, que me trais com essa tua postura harmoniosa que me encanta e enfeitiça. Mas encontrarei a cura, a cura que me lave a alma impura do teu condimento que me prendeu a ti, minha doce epifania.

Makenshi.